cover
Tocando Agora:

Trump envia ao Congresso dos EUA notificação formal de que guerra com Irã foi retomada

Trump anuncia bloqueio naval e pedágio no Estreito de Ormuz; Irã reage com ataques O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nos últimos dias ao ...

Trump envia ao Congresso dos EUA notificação formal de que guerra com Irã foi retomada
Trump envia ao Congresso dos EUA notificação formal de que guerra com Irã foi retomada (Foto: Reprodução)

Trump anuncia bloqueio naval e pedágio no Estreito de Ormuz; Irã reage com ataques O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou nos últimos dias ao Congresso norte-americano uma notificação formal informando que as hostilidades contra o Irã foram retomadas em 7 de julho, segundo a agência de notícias Reuters. Com o documento, o governo Trump considera ter um novo prazo de 60 dias para o uso de força militar no Oriente Médio sem o aval do Congresso. Em junho, o legislativo dos EUA havia proibido a Casa Branca de fazer novos ataques ao Irã sem sua aprovação (leia mais abaixo). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp “Ordenei essa ação militar em consonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, afirmou Trump na carta, datada de 10 de julho e vista pela Reuters nesta segunda-feira. Segundo a Reuters, a carta descreve as ações de Trump durante a guerra, incluindo a ordem de um cessar-fogo em 7 de abril —que inicialmente estava prevista para ter duas semanas, mas foi prorrogada— e os esforços de seu governo para alcançar uma solução diplomática para o conflito. Na carta, Trump também descreveu o acordo de paz preliminar que assinou com o Irã em 17 de junho e afirmou que o regime iraniano havia violado o memorando ao atacar navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, o que o levou a ordenar novos ataques contra o país. À medida que o conflito voltou a se intensificar nos últimos dias, Trump afirmou que os EUA restabelecerão seu bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico nesta terça-feira (14) e garantiriam que o Estreito de Ormuz permanecesse aberto, mediante cobrança de taxa de 20% sobre a carga dos navios comerciais que passarem pela região. Donald Trump discursa no Salão Oval ao lado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, em 23 de abril de 2026 REUTERS/Kylie Cooper Os Estados Unidos começaram a guerra contra o Irã em 28 de fevereiro, quando realizaram bombardeios conjuntos com Israel contra o território iraniano. A Constituição dos EUA estabelece que apenas o Congresso, e não o presidente, tem o poder de declarar guerra. No entanto, os presidentes dos EUA há muito reivindicam o direito de ordenar intervenções militares de curta duração sem a aprovação dos parlamentares, a fim de preservar a segurança dos EUA. Congresso dos EUA limita ataques de Trump Em junho, o Congresso norte-americano passou uma lei inédita que limitou Donald Trump de fazer novos ataques contra o Irã sem sua aprovação. Primeiro, a Câmara dos Deputados aprovou uma resolução para encerrar o conflito e impedir que o presidente o retome de forma unilateral. Dias depois, a medida passou pelo Senado. O texto nunca foi sancionado por Trump, ficou apenas simbólica, porém aumentou a pressão sobre ele em um momento que a guerra já não era mais popular nos EUA por conta dos impactos econômicos gerados dentro do país. Trump criticou a decisão, que segundo ele dificulta seu trabalho. "Esses senadores tornaram meu trabalho mais complicado, mas eu vou alcançar o objetivo de qualquer jeito, porque eu sempre consigo", afirmou. Trump está proibido de voltar a atacar o Irã? Por que revés no Congresso é inédito? Veja perguntas e respostas Agora no g1 Lei dos poderes de guerra A Lei dos Poderes de Guerra nos Estados Unidos exige que o presidente informe o Congresso dentro de 48 horas após o início das hostilidades e determina que ações militares iniciadas sem a aprovação do legislativo devem ser encerradas em até 60 dias. No caso da atual guerra contra o Irã, o primeiro prazo de 60 dias terminou em 1º de maio, porém Trump continuou o conflito sem o aval do Congresso. Para isso, o republicano afirmou que a lei não se aplicava porque as hostilidades haviam sido encerradas por um cessar-fogo, e o que continuava eram ataques esporádicos e o bloqueio naval aos portos iranianos. Democratas e republicanos contrários à guerra em curso afirmaram que o governo estava interpretando erroneamente a lei. “O presidente não pode simplesmente ignorar meses de guerra que ele mesmo disse que durariam apenas quatro a seis semanas”, afirmou um assessor sênior democrata da Câmara dos Deputados, comentando sob condição de anonimato. Além disso, tanto o Senado quanto a Câmara aprovaram no mês passado uma resolução instruindo Trump a retirar as forças norte-americanas das hostilidades com o Irã, apesar da estreita maioria de seus pares republicanos em ambas as casas. As votações refletiram a crescente preocupação com o conflito que já dura meses. Trump reagiu com veemência após a votação, acusando aqueles que votaram a favor de dar “conforto” ao Irã e de tornar seu trabalho “mais difícil”.